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Dando continuidade às ações do mês das mulheres, a equipe de gestão do HMIJS realizou uma roda de conversa para troca de experiências sobre os direitos das mulheres na sociedade e no ambiente de trabalho, nesta terça (22). A iniciativa contou com a presença e facilitação das Defensoras Públicas, Luanna Lira Ramalho, Juliana Florindo e Cristiane Barreto, que fazem parte de um Grupo de Trabalho criado pelas seccionais da instituição em Ilhéus e Itabuna, de combate à violência obstétrica e promoção de direitos reprodutivos e sexuais.

Este Grupo de Trabalho surgiu a partir do registro de muitos casos de mulheres que estavam em trabalho de parto, especialmente em Ilhéus, e não tinha espaços de acolhimento,  segurança e UTI Neonatal. “A gente foi conhecendo o cenário de como era parir na região e decidimos participar mais ativamente desta discussão”, disse a defensora pública Luanna Ramalho. “O fato é que hoje estamos felizes com a chegada do Hospital Materno-Infantil de Ilhéus. A gente estava esperando ansiosamente esta instituição abrir as portas porque a gente sabia que este espaço iria provocar uma mudança de cultura na região, como estamos vendo na prática”, complementou.

“Não somos apenas defensoras públicas. Somos mãe, esposa, companheira, que abraçam a causa contra a violência à mulher, um tema sempre muito difícil, mas que precisa ser debatido para tirar a invisibilidade e a naturalização da violência contra a mulher em todos os espaços”, destacou a defensora Cristiane Barreto. Ela reconhece que na maioria das vezes a Defensoria Pública acaba recebendo “apenas na ponta” os dramas das mulheres violentadas, quando as mesmas já precisam de medidas de proteção. “Com este trabalho a gente também atua na prevenção e na orientação sobre os direitos que elas têm. E isso torna importante a oportunidade de dialogar sempre, como estamos fazendo aqui agora”, disse.

Aprofundando no tema das diferentes violências, foram compartilhadas diversas situações enfrentadas pelas mulheres em vários momentos de suas vidas. Muitas relataram expressões de machismos vivenciadas diariamente, que caracterizam, em diferentes dimensões, as violências física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

Para a diretora do hospital, Aline Costa, estimular encontros e debates como esses é importante, pois permite o diálogo permanente sobre os temas sensíveis vivenciados pela sociedade e auxiliam as colaboradoras do hospital no processo de acolhimento de muitas mulheres que passam por situações delicadas, muitas vezes de forma silenciosa. Além das trabalhadoras, o debate e a troca de experiências sinalizam que é preciso construir uma cultura do cuidado, principalmente com as mulheres que chegam para realizar seu parto, momento tão especial da vida.

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