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A tarde desta quarta (04) teve um novo tom. À meia luz, no auditório da Escola de Saúde Pública, em Salvador, com a condução dos palestrantes Daniela Dutra e José Maria Dutra, os trabalhadores da sede, e representações dos serviços, participaram da dinâmica Olho no Olho, e iniciaram o contato com a temática proposta pelos palestrantes, a Comunicação Não Violenta (CMV).

Após alguns minutos, em duplas, em silêncio, o incômodo do olhar direto provocou algumas situações: o riso, o desvio do olhar, a busca pelo colega ao lado ou o início de uma conversa. Daniela retomou a palavra e fez a provocação: querem falar o que sentiram? A trabalhadora do Núcleo de Gestão de Pessoas, Maria Auxiliadora Lemos, experiente na realização de dinâmicas, fez a sua análise, “algumas pessoas têm dificuldade de olhar no olho, alguns têm a sensação de estar sem roupa”, revelou.

Ivana Carvalho, trabalhadora dos Programas Integrados de Residência, afirmou que tem dificuldade em direcionar o olhar, que desvia sem querer, não consegue fixar por muito tempo. A palestrante explicou que a dinâmica tem a intenção de provocar as emoções, e estimular a comunicação através do olhar.

Daniela é biomédica, especialista em psicossomática e em experiência somática, e José Maria Dutra é bacharel em direito, especialista em gestão pública. A atuação dos palestrantes com a temática comunicação não violenta é realizada de forma quase que exclusiva em instituições públicas, com raras apresentações em empresas privadas, devido ao objetivo da ação, que é promover a qualificação do serviço e melhoria do ambiente de trabalho, para aumentar a qualidade do atendimento à população, em geral.

José Maria destacou que “A violência existe por causa da forma como fomos educados e não devido a nossa natureza”, por isso as técnicas da metodologia podem contribuir, e muito, com a melhoria das relações no ambiente de trabalho. Os palestrantes destacaram que alguns mal-entendidos ou frustrações são resultados de julgamentos que as pessoas fazem sobre as outras, e que isso acontece o tempo todo. Destacaram, ainda, as comparações, e como isso interfere na comunicação e até mesmo na forma como são feitas as solicitações.

O referencial teórico principal utilizado pelos palestrantes foi o livro “Comunicação não violenta – Nova edição: Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”, do autor Marshall Rosenberg. A obra de 1999 é um manual prático e didático que apresenta a metodologia criada pelo autor, voltada para aprimorar os relacionamentos interpessoais e diminuir a violência no mundo. Aplicável em centenas de situações que exigem clareza na comunicação, a exemplo de instituições publicas.

A atividade desta quarta é o início de um projeto proposto pela Diretoria Executiva da Fundação Estatal Saúde da Família, em parceria com os pesquisadores. Esse foi o primeiro contato para, a partir da sensibilização e manifestação de interesse dos trabalhadores, estruturar uma formação para a prática da Comunicação Não Violenta na FESF.

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